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Selma: acusações a Silval são mais graves que fraude na Seduc

Data: Segunda-feira, 09/01/2017 00:00
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Foto: Reprodução

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, afirmou que os crimes apontados contra o ex-governador, Silval Barbosa (PMDB), são mais graves que aqueles investigados na Operação Rêmora, em que ex-gestores do atual Governo do Estado estão envolvidos.

 

De acordo com a magistrada, a gravidade de tais acusações do Ministério Público Estadual justifica o fato de o político estar há 468 dias preso no Centro de Custódia da Capital (CCC).

 

“O senhor Silval Barbosa é apontado pelo Ministério Público, como o chefe de uma organização criminosa que atuou durante anos no Estado, cometendo crimes que visavam o desvio de dinheiro público. É uma cadeia [criminosa] muito grande, com muitas pessoas envolvidas”, declarou durante entrevista ao programa “SBT Comunidade”, da TV Rondon.

 

“A gravidade desses fatos que são imputados a ele é maior do que os fatos imputados nesse escândalo da Seduc, que é algo pontual, que foi cortada no começo”, afirmou, comparando as acusações contra o ex-governador, com a suspeita de esquema de cobrança de propina, investigada na Operação Rêmora.

 

Silval foi preso no dia 17 de setembro de 2015, na deflagração da 1ª fase da Operação Sodoma, que investiga a existência de um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro, em 2013 e 2014, relacionado à concessão de incentivos fiscais, por meio do Estado, através do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso).

 

Atualmente, além de ser réu em ação penal derivada da primeira fase da Sodoma, Silval responde a duas ações derivadas das últimas três fases da operação. O ex-gestor ainda responde penalmente pela Operação Seven.

 

Ele continua no CCC, por conta de uma nova prisão preventiva decretada por Selma Arruda, na 4ª fase da Sodoma, deflagrada no dia 26 de setembro.

 

Comparação com Riva

 

Selma ainda declarou que as acusações contra o ex-deputado José Riva também são graves, mas que sua prisão não foi mantida, pois em abril deste ano, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua saída do Centro de Custódia da Capital.

 

A magistrada é responsável pela condução das ações penais derivadas das operações Arca de Noé, Imperador, Ventríloquo e Célula-Mãe, nas quais tem Riva como um dos réus.

 

“Tanto no caso de Silval quanto de Riva, a imputação contra eles é muito mais grave do que o caso em que se apura um fato pontual. No caso de Riva, foram muitos anos [no Poder Público]. Existe uma série de processos contra ele, desde a época da Operação Arca de Noé”, completou. 

 

Fonte: AIRTON MARQUES Midianews

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