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#Secretaria de Saúde amplia serviço de saúde mental em Juína

Data: Quarta-feira, 07/03/2018 09:04
Fonte:
Foto: Reprodução

Os transtornos mentais e do comportamento são problemas clinicamente significativos que se caracterizam por uma alteração de modos de agir, de lhe dar com o outro ou uma alteração de funções mentais. São condições caracterizadas por alterações doentias de pensar ou do humor e do comportamento associadas à angústia expressiva ou deterioração do funcionamento psíquico global.

E com o aumento dos casos de suicídio no município de Juína, a Secretaria de Saúde ampliou o horário para atendimento a essas pessoas com algum tipo de transtorno, onde o psiquiatra Dr. Rodrigo B. Pratta, médico pós graduado na área, atenderá 8 horas semanais no Hospital Municipal.

“Nós vemos esses casos com muita preocupação e tristeza. Isso mostra que nossa sociedade está "doente" e então a gente precisa intervir. Para o serviço a essas pessoas, a gente tem os serviços do Caps, temos a UPA, que tem o atendimento com psiquiatra.” – explicou Leda Vilaça, secretária de saúde do município.

Segundo a secretária, será feito um levantamento no número real dos suicídios em Juína, onde será traçado um perfil de quem são essas pessoas, e em reunião com a sociedade mostrar esses dados.

Um comportamento anormal ou um curto período de anormalidade não significa que uma pessoa tenha um transtorno mental ou de comportamento. Para que seja considerado um transtorno, esses comportamentos devem persistentes e causem certa perturbação funcional no indivíduo.

“O suicídio acontece geralmente dentre pacientes que estão com depressão, mais acontece também com quem não está com depressão, pessoas que nunca tiveram problemas declarados, não diagnosticados de depressão e que acabam cometendo o suicídio também.” – acrescentou.

Uma pessoa pode modificar seus comportamentos também por razões emocionais ou sociais, como por exemplo, um estado deprimido e uma depressão, o estado deprimido surge por uma situação ou uma determinada circunstância estressante, enquanto a depressão é uma doença e precisa ser tratada.

“A gente precisa mexer nesse ferida, uma ferida doída. Eu nem imagino a dor dos pais dessas pessoas, mais a gente precisa olhar pra eles e fazer alguma coisa. Essa não é uma realidade só de Juína, e sim do Brasil.” – alertou.

Para se chegar a algum diagnóstico o paciente terá que ser avaliado por um psiquiatra que o entrevistará e pesquisara qual a queixa principal do paciente, o motivo da consulta, a história da doença, ou seja, quando e como tais sintomas surgiram, a história pessoal do paciente e a história familiar, para saber se já houve caso semelhante na família.

“Nós temos as Unidades Básicas de Saúde, onde o paciente será atendido e encaminhado para o Caps ou ambulatório de saúde mental que temos também no hospital municipal, onde o Dr. Rodrigo vai estar atendendo 8 horas por semana. Também atendemos alguns pacientes com necessidade psiquiátricas no centro de reabilitação. Todos os pacientes com esse tipo de problema mental tem atendimento prioritário.” – conclui a secretária.

Com os serviços psicossociais, existe a aproximação das famílias, que exige muita paciência, devido a subjetividade de cada um, então isso envolve a estratégia de conhecê-los de uma maneira mais abrangente, tentando assim, criar métodos de cuidado mais apropriadas as suas necessidades.

Juinanews

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