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Mulheres protestam contra assédio e violências

Data: Quarta-feira, 06/12/2017 16:02
Fonte:
Foto: Reprodução

Mulheres de Cuiabá estão nesta tarde de quarta-feira (6) protestando em praça pública contra o assédio moral e sexual, especialmente no trabalho, e também contra outras formas de violência que sofrem somente por questão de gênero, como agressões domésticas, receber salário inferior ao de homens no mesmo cargo, ser responsável por tarefas domésticas e a educação dos filhos sem a parceria dos pais das crianças e, em situação extrema, o feminicídio.

O ato começa às 15h30, com início da concentração, e previsão de término é para o início da noite, às 19h, na praça Ulisses Guimarães, avenida do CPA, com falas e apresentações culturais. É uma atividade do Conselho Estadual da Mulher, dentro da campanha mundial 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, que existe desde 1991 e já tem a adesão de mais de 160 países.

Assédio moral

Presidente do Conselho Estadual da Mulher, Jocilene Barboza dos Santos, explica que o assédio moral no trabalho desqualifica a pessoa, provoca depressão e sofrimento na rotina e costuma ser praticado por funcionário em posição superior hierárquica, mas havendo também a possibilidade de inversão, ou seja, um subalterno de alguma forma por agredir quem está em cargo superior. "Isso é raro, o mais comum é o chefe ser o agressor mesmo", alerta a presidente.

Assédio sexualEla ressalta que no trabalho o assédio moral se espalha em empresas privadas e no serviço público, onde servidoras, a princípio, poderiam esperar um ambiente menos opressor.

Quanto ao assédio sexual, ela realça que pode ser configurado em uma brincadeira ofensiva, que invade a privacidade e causa sofrimento, uma conversa que provoca sensação de desconforto por ser muito próxima e, no limite, o toque no corpo sem o devido consentimento, gerando impotência diante da afronta e, muitas vezes, dificuldade de reação. "O extremo do assédio sexual pode ser inclusive um estupo com conjunção carnal", alerda Jocilene.

O ato via repuadiar também os casos de violência doméstica, que estão na rotina em Mato Grosso, e o feminicídio. 

Keka Werneck, repórter do GD

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