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PSDB espera reeditar aliança de Taques, em 2018, e incluir Campos e Maggi

Data: Quarta-feira, 29/11/2017 07:43
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Foto: Reprodução

O presidente do PSDB de Mato Grosso, Paulo Borges, acredita que o Partido Progressista (PP), cujo maior expoente no Estado é o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, estará no mesmo grupo do governador Pedro Taques (PSDB), e apoiará sua reeleição. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Capital na manhã desta terça-feira (28).

Questionado sobre os possíveis aliados no projeto de reeleição, Borges assinalou que espera reeditar as alianças que levaram o atual chefe do Executivo à vitória ainda no primeiro turno em 2014. Ele citou o PSD, do vice-governador Carlos Fávaro, além do Democratas (DEM), de Jayme e Júlio Campos, e acredita que o PP, de Blairo Maggi, irão marchar junto com Taques.

Maggi já declarou que pretende disputar a reeleição ao Senado Federal nas próximas eleições. “Nós acreditamos em reeditar a coligação e o grupo que apoiou a eleição do governador na última eleição. O PSD do vice-governador Carlos Fávaro, o DEM que é um parceiro aliado de muito tempo. O PP também do Blairo. Na minha opinião o PP também vai marchar junto com o governador. O governador tem habilidade suficiente para estar mantendo essas pessoas do seu lado e essas grandes lideranças aí”, disse o presidente do PSDB de Mato Grosso.

Ex-governador e ministro, Blairo Maggi vem tendo uma postura reticente quanto ao apoio público aos políticos de Mato Grosso nas eleições. Deputados federais da sigla que possuem base política no Estado, como Ezequiel Fonseca, que já chamou Taques de “autoritário”, adiantou que não irá apoiá-lo nas eleições de 2018.

Num aceno ao PP, o governador convidou o secretário nacional de Política Agrícola, Neri Geller – homem de confiança de Maggi -, para a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) em janeiro deste ano. Geller recusou o convite.

Borges também foi questionado sobre a rusga entre Taques e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB). Ele admitiu que o processo para escolha de presidente do PSDB de Mato Grosso, ocorrida no último dia 10 de novembro, passou a ideia de desunião do grupo em virtude da ausência do governador, que cumpria agenda internacional.

Ele, no entanto, disse que o episódio causou mais ruído que o necessário. “O processo eleitoral coincidiu com a ausência do governador e isso passou para as pessoas um pouco de desunião dentro do partido. Mas nós estamos tranquilamente conversando com o governador e está numa fase mais amena. Houve mais ruído do que o necessário”, disse.

Mesmo com a intenção de colocar “panos quentes” no assunto, Borges admitiu estar no meio do imbróglio entre Taques e Leitão, que vem postulando sua candidatura ao Senado nas próximas eleições, fato que pode atrapalhar o arco de alianças do chefe do Executivo Estadual em seu projeto a reeleição. “Estamos no meio desse imbróglio aí. Fazendo com que o governador entenda a posição do partido, de alguns segmentos, e também fazendo com que o partido entenda a situação do governador”, frisou.

DIEGO FREDERICI 
Da Redação Folhamax

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