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Suspensão de acordo de leniência gera preocupação a pecuaristas do Estado

Data: Terça-feira, 12/09/2017 07:39
Fonte:
Foto: Reprodução

A decisão da Justiça de Brasília de suspender o acordo de leniência entre a JBS e o Ministério Público Federal (MPF) traz preocupação ao setor da pecuária do Estado. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, “hoje qualquer ação deles ou contra eles gera um impacto em Mato Grosso”.

A apreensão surge porque a JBS atualmente é proprietária de quase metade dos frigoríficos do Estado. Nesta segunda (11), o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu suspender o acordo de leniência firmado entre o grupo J&F – holding detentor da JBS - e o MPF.

Jorge pontua que os casos de corrupção envolvendo a empresa precisam ser solucionados. Wesley Batista, um dos proprietários, chegou a contar que pagou propina para o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) reduzir os impostos pagos pela JBS. O peemedebista posteriormente confirmou a questão, em delação premiada. 

“Nós e o Brasil inteiro temos total interesse que essas coisas se resolvam. Os valores envolvidos nos desvios foram gigantescos”, defende Pires.  Ele lembra, porém, que as investigações precisam ser conduzidas de maneira responsável, já que uma saída repentina da empresa de Mato Grosso geraria estragos incalculáveis.

Monopólio

O presidente explica que o problema de Mato Grosso não é a matéria prima, já que o Estado tem mais de 30 milhões de cabeças de gado e é líder no quesito. O ponto que dificulta a vida dos pecuaristas, de acordo com Jorge Pires, é falta de alternativa para se vender esse produto.

Ele afirma que a questão já é levantada pelos dirigentes do setor há longo tempo, mas que nenhuma solução política foi encontrada. A instabilidade no comando da JBS, causada pela prisão de Joesley Batista, outro empresário dono da JBS, e mais recentemente a suspensão do acordo de leniência deixam o setor apreensivo.

“A questão é preocupante. A capacidade que eles têm de vender e colocar o produto no mercado, não só aqui em Mato Grosso, mas no mundo inteiro, é enorme. Estamos torcendo para que nada de ruim ocorra e que os administradores assumam a responsabilidade”, diz.

Por último, Jorge pontua que participará nesta terça (12) de uma audiência pública no Senado Federal onde será debatido justamente o monopólio exercido pela empresa no setor da pecuária em Mato Grosso. 

Carlos Palmeira RDnews

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