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Taques considera greve política e promete cortar o ponto de servidores no Detran

Data: Terça-feira, 12/09/2017 07:36
Fonte:
Foto: Reprodução

governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o ponto dos servidores do Detran, que paralisaram as atividades por tempo indeterminado a partir desta segunda (11), será cortado caso a greve seja declarada ilegal pela Justiça. No entanto, o gestor afirma que está enfrentando a situação com total tranqüilidade.

 

“Greve é direito constitucional do servidor público, mas tem que ser legal, não pode ser política ou ideológica e com a bandeira vermelha do Fora Temer. Não negociamos com servidores em greve. O Supremo já autorizou cortar ponto e nós cortaremos”, declarou Taques em entrevista ao Chamada Geral, na Rádio Mega FM de Cuiabá.

 

Para Taques, as eleições do Sinetran marcadas para o próximo dia 26 comprovam que a greve do Detran tem motivação política. Além disso, lembra que a categoria já passou 72 dias parada desde o início da gestão. “Não permitiremos que o cidadão sofra prejuízos. Chamamos 200 servidores que estão em estágio probatório e não podem fazer greve. Vamos cortar o ponto se a greve for ilegal. Não aceitaremos chantagem nem que cidadão seja penalizado”, completou.

 

Ao justificarem a greve, os servidores do Detran sustentam que o Governo do Estado se nega a conceder a revisão da tabela salarial, que alegam estar defasada desde 2011, já concedida para outras categorias do serviço público. Afirmam ainda que os salários ainda não foram depositados enquanto a maioria dos servidores públicos recebeu na sexta (8) e no sábado (9).

 

O Sinetran também pondera que a decisão de entrar em greve foi tomada justamente porque depois de oito meses de notificações e quatro de mesa de negociação com a Casa Civil e secretaria estadual de Gestão, o governo simplesmente negou o reajuste reivindicado. Além disso, não apresentou proposta alternativa à categoria.

 

Em contrapartida, o Estado informou que toda a margem de aumento foi consumida na negociação para o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), construída em conjunto com os sindicatos e a Assembleia. Nesta linha, diz que também apresentou à Assembleia a PEC do Teto dos Gastos Públicos, outro fato que impossibilita o aumento. 

Jacques Gosch RDnews

 

 

 
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