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Metade da Comissão de Ética da AL foi denunciada na delação de ex-governador

Data: Quarta-feira, 30/08/2017 14:40
Fonte:
Foto: Reprodução

Dos 10 membros da Comissão de Ética da Assembleia, entre titulares e suplentes, cinco tiveram seus nomes citados por Silval Barbosa (PMDB) em seu acordo de colaboração premiada (delação) homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os titulares, Oscar Bezerra (PSB) e Silvano Amaral (PMDB) são acusados de cobrar propina do ex-governador. O primeiro para “livrar” o peemedebista das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo; e o segundo para aprovar as contas do ex-governador, referentes ao ano de 2014.

Já entre os suplentes a lista é maior. Três dos cinco foram citados: Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Guilherme Maluf (PSDB) e Romoaldo Júnior (PMDB) são acusados de receber e, no caso de Nininho, também pagar propina. 

Além dos “enrolados” na delação, a comissão é composta por Pedro Satélite (PSD), Saturnino Masson (PSDB) e Janaina Riva (PMDB) como titulares. Já Professor Adriano (PSB) e Allan Kardec (PT) são suplentes.

Marcos Lopes

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Silvano do Amaral e Oscar Bezerra conversam em uma das audiências na Assembleia

Caso haja alguma representação contra os parlamentares citados por Silval, caberá a Comissão de Ética a análise de provas e a elaboração de um parecer que pode chegar a ser orientando a cassação dos mandatos. 

Neste caso, devem ser provocados pelo presidente Eduardo Botelho. Na última sexta (25), Fuz autorizou a abertura de inquérito para investigar todos os casos citados por Silval em sua delação.

Oscar

Oscar, que presidiu a CPI das Obras da Copa, teria cobrado propina de R$ 15 milhõespara que o peemedebista não fosse responsabilizado.

Silval disse que o ex-prefeito de Nobres Devair Valim (DEM) o procurou em 2015, falando em nome de Oscar. Na conversa, teria informado que o deputado estava cobrando R$ 15 milhões para que a CPI das Obras da Copa não andasse.

Ao longo de outros encontros, o valor teria sido reduzido para R$ 10 milhões. Ainda na delação, Silval disse que chegou a se encontrar com Oscar no pátio de um supermercado. No encontro, Oscar teria insistido na propina para não indiciá-lo na CPI. O deputado teria passado os dados de uma conta pertencente a uma factoring, onde Silval efetuou o depósito de R$ 200 mil. Ocorre que Silval acabou preso tempos depois e o pagamento não teve continuidade.

Silvano 

Conforme Silval, Silvano e os deputados Wagner Ramos (PSD) e Zé Domingos Fraga (PSD) teriam sido beneficiados por dinheiro ilícito oriundo do pagamento de propina para aprovação das contas de governo referentes a 2014.

Wagner, que foi relator das contas do peemedebista na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), teria recebido R$ 250 mil para emitir parecer favorável à aprovação. Para Silvano e Zé Domingos, que presidia a comissão, teriam sido destinados R$ 200 mil.

No que diz respeito a Silvano, a negociação teria sido efetuada por Antônio Góes. O dinheiro foi repassado ao representante do peemedebista.

Nininho

Contra Nininho, pesa a acusação de ter repassado R$ 7 milhões de propina ao ex-governador para viabilizar a concessão e cobrança de pedágio na MT-130.

O pagamento de propina ocorreu em 2011. Parte dos recursos foi emitido à Construtora Tripolo para dissimular a origem. Os recursos pagaram dívida de Silval com o empresário Jurandir da Silva Vieira, que é um dos operadores financeiros investigados no âmbito da Operação Ararath.

Maluf

Primeiro-secretário da Assembleia, Maluf teria abocanhado uma propina de nada menos que R$ 4 milhões do plano de saúde dos servidores do Estado, o MT Saúde.

Além disso, Maluf e Nininho teriam desembolsado R$ 16 milhões na eleição da Mesa Diretora, no início de 2015, quando foram eleitos presidente e primeiro-secretário respectivamente.

Romoaldo

Líder de Silval e ex-presidente da Assembleia, Romoaldo não foi esquecido pelo ex-governador. Segundo o peemedebista, o deputado teria sido beneficiado com propina da empresa responsável pela iluminação da Arena Pantanal, a Canal Livre Comércio e Serviços. Entre R$ 200 mil e R$ 300 mil foram repassados de Romoaldo para o então chefe do Executivo. Romoaldo também aparece na lista do "mensalinho". 

Airton Marques RDnews

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